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Festival apresenta filmes brasileiros adaptados para espectadores com deficiência visual e auditivatarefa em processos para novo arquivo

  • Publicado: Segunda, 25 de Junho de 2018, 11h39
  • Última atualização em Segunda, 25 de Junho de 2018, 11h47

Começa nesta sexta-feira na Cinemateca Paulo Amorim, na Casa de Cultura Mario Quintana (Andradas, 736), o Festival de Cinema Acessível, iniciativa que vai apresentar quinzenalmente, todas as sextas-feiras, às 19h30min, filmes brasileiros com recursos de audiodescrição, Libras e legendas. O público-alvo são portadores de deficiência visual e auditiva em diferentes graus. A entrada é gratuita.

O Festival de Cinema Acessível está integrado à segunda etapa de investimentos para revitalizar a CCMQ, após as obras de reformas físicas. Nesta fase, de um total de R$ 8 milhões do aporte financeiro do Banrisul via Lei Rouanet, foram investidos R$ 3,7 milhões, que contemplaram melhorias de instalações, equipamentos de som e luz e a produção de conteúdo com foco na acessibilidade.

A seleção de filmes do festival tem a curadoria dos críticos de cinema José Geraldo Couto e Gilnei Silveira, que buscaram dar uma panorama histórico da produção nacional com mais de 30 títulos de ficção e documentários realizados entre os anos 1930 e 2000.

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O longa que abre a programação é O Homem que Copiava (2003), sucesso de bilheteria que Jorge Furtado filmou em Porto Alegre. Conta a história de um rapaz (Lázaro Ramos) que se apaixona por uma vendedora de loja (Leandra Leal) e, para driblar a falta de grana, decide tirar fotocópias de cédulas de dinheiro. No elenco estão, entre outros, Luana Piovani e Pedro Cardoso.

 A adaptação dos filmes envolve mais de 20 profissionais, entre roteiristas, narradores, consultores em audiodescrição e intérpretes de Libras. Segundo o gestor e idealizador do festival, Sidnei Schames, o projeto tem como objetivo romper a característica restritiva que a programação de cinema do circuito comercial tem para deficientes visuais e auditivos:

— Cinema é lugar de todos.

Schames é sócio do Som da Luz, estúdio especializado em projetos audiovisuais com audiodescrição, também responsável pelos novos equipamentos de iluminação, climatização e sonorização dos teatros Bruno Kiefer e Carlos Carvalho e do auditório Luis Cosme, todos na CCMQ.

— A audiodescrição de um filme é algo minucioso — explicou Schames  a ZH no anúncio do projeto. — O trabalho não pode interferir nos diálogos e nos efeitos sonoros.
As reservas para as sessões podem ser feitas pelo e-mail festivalcinemaacessivel@gmail.com.

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